Revisitando a trajetória

Parecia já ser suficiente.
Eu já tinha feito o exercício de olhar para as coisas que fiz, e então tomar decisões importantes na minha forma de trabalhar.
Que tolice achar que esse exercício seria repetitivo.
Mas quando eu me tornei astronauta, me comprometi a fazer todos os exercícios propostos pela comandante da nave, sem resistência gratuita.

A nave que estou falando, é a Espaçonave, escola de empreendedorismo que tem a Rafa Cappai como comandante. Eu ingressei na tripulação da expedição DecolaLab em maio deste ano (2017).

A missão de olhar novamente para minha vida para perceber capacidades, entre uma porção de outras coisas, foi algo desgastante. E pelo que vi, para outros astronautas também.
Enfrentei a resistência, e cumpri a missão.
(Aliás, ainda falta uma pequena etapa.
Uma lista de 15 pessoas que conheço receberá uma mensagem minha nos próximos dias e espero que me ajudem nisso.)
Bom, o que colhi não se resumiu aos momentos “a-ha” durante a tarefa.
Está sendo algo vivo, como se da árvore que eu colhi essas ideias, ainda estivesse florindo e brotando coisas novas, estimuladas por uma mesma ação!
Por isso recomendo fortemente sempre aproveitar as oportunidades de pensar e falar sobre si mesmo. E até buscar uma experiência mais aprofundada, como uma terapia, um coaching, ou simplesmente uma leitura reflexiva, que te convoque para alguma ação.

Percebo que há muito o que fazer, e por isso é necessário ajustar as prioridades e ordenar as ações.
O que faço aqui com esses textos é apenas compartilhar minhas reflexões e experiências.
É uma forma de responder pras pessoas quando me perguntam o que ando fazendo, ou com o quê estou trabalhando.
Bom gente, eu me sinto agora como quem caminha segurando um balão,
que hora tira meus pés do chão, eu dou uma voadinha com ele, e volto a caminhar na mesma linha.
Sabendo o que quero, mas aberta a todas as possibilidades que estejam sintonizadas com a missão principal!
Esse radar, nós só ativamos exercitando o lado direito do cérebro.
Talvez eu esteja sendo abstrata demais.
Mas vamos ter paciência.
Hoje eu preferi assim.

Beijos!

“Pourquoi autant de mots?”

Intro

Insight em tempo real!
Pensando sempre na direção do objetivo, atentando à mala do conhecimento, que trazemos conosco de nossas experiências, é preciso seguir!
Eu sabia que esse desafio ia me provocar coisas grandes.
Tô deixando fluir.
Porque é isso.
O desafio da vida!
Fluir!
Que paradoxo, não?!
Pourquoi autant de mots?” Trouxe esse insight pra mim!
(C** Talita, mas você só fala com esses estrangeirismos aí!!! Qui coisa mitida!)
Dá trabalho falar, né?!
Mas eu gosto de ser assim, sem fronteiras!

Intro 2

Gente, eu passei a vida escrevendo.
Tenho surtos de ficar escrevendo compulsivamente só pra colocar a mente nos trilhos.
Se eu tivesse salvado todos os blocos de notas que eu escrevi nas centrais de call center que eu trabalhei aí na vida, eu certamente já teria um livro bem gordinho.
E antes dos meus dedos bailarem pelos teclados, eu escolhia cuidadosamente papéis, cores de canetas e afins decorativos, para expressar minha angustiada alma de artista que se sentia limitada o tempo todo.
Fazia isso nas páginas dos meus diários. Alguns tenho até hoje.
Ao falarmos de nós mesmos, aprendemos muito!
E como o tempo dá um contorno prismático aos fatos, sempre veremos tudo por uma ótica diferente!
(Quem tem astigmatismo e miopia me entende mais ainda)
Isso dentro de uma mente observadora, mostra mais elementos da situação que possam ter passado despercebidos em outra época. Vai rolando um despertar à medida que você se mantém concentrado/a e avalia.
E hoje eu vejo que avaliar as coisas depois que passa um tempo, nos dá elementos a mais, que contribuem para um julgamento mais amplo de cada situação. Quanto mais tempo passado, mais elementos. O esquecimento vem puxando fios da trama do tecido do acontecimento, e faz com que quando se olhe novamente, o mesmo já contenha uma nova estampa. Assim somos beneficiados pelo esquecimento. É usar uma mesma experiência para aprender mais vezes com ela. É no mínimo muito rico pra ajudar a continuar vivendo no papel de protagonista. Penso que se me distraio, passo tempo sendo coadjuvante, ponta, e até figurante da minha própria vida. Cada um pode optar onde quer estar. Pessoalmente, hoje, prefiro estar ao mesmo tempo no lugar de expectadora assistindo a parte protagonista. Que sou eu também! Tá dando pra entender?

Intro 3

Decidi começar a escrever digitado.
Ainda escrevo bastante em papel.
(Vou confessar que to numa paixãozinha pela minha letra do momento. Ela tá muito gata! Muito charmosa.)
Isso foi depois de tirar a foto da página do livro de sugestões de estripulias, pra fazer o compartilhamento do desafio #30ideiasEm30dias no Instagram.
Digitando a legenda, o comichão do textão foi subindo pelo meu braço e eu parei. Pronto, vou escrever no blog! Já tem tanto tempo! Já tinha dado vontade de escrever durante a semana…
E durante a semana eu me questionei o quanto eu tava conversando só digitado no WhatsApp. São muitas palavras!
Minha voz também quer sair.
Só que é diferente, né!
O raciocício de quando se fala e de quando se escreve acontece diferente.
Numa fala, a gente tem que estruturar o pensamento numa constante em que não se volta atrás pra corrigir. E dentro da cabeça tem outros barulhos pra se passar por cima num ritmo que a comunicação falada pede.
[…pausa para revisão de texto]
(A conclusão da pausa foi: “Foda-se! Vou continuar escrevendo mesmo. Sem censura”)
O legal é fluir! Escrever fluindo também!
E nesse momento se aplica porque escrevo pensando em pessoas amadas!
Por você estar lendo até aqui, COM CERTEZA você é uma! Não importa se eu te conheça ou não. Eu amo quem se interessa por mim. Pela minha história, pelo que eu tenho a compartilhar. Lidando portanto com meus defeitos. Como usar muitas palavras por exemplo.

Intro 4

Só que se você chegou até aqui na leitura de um texto de blog, ufa!
Parabéns guerreiro/a!
Espero que você tenha vindo gingando por entre essas linhas, porque eu quero conversar com você!
Saber dos nossos pontos em comum, e dançando no ritmo de nossas vidas, aprender um com o outro!
E eu vou escrever sem separação de gênero (normalmente escrevendo, na frase acima eu colocaria “o/a” ou “a/o”) porque quando eu falo para um grupo de pessoas eu falo assim. Então só pra fluir, tá?!
E justamente!
Sem me preocupar agora em ser rápida, (preciso explicar isso, ora!)
quero escrever como se eu estivesse falando.
Assim eu me sinto como quando converso no WhatsApp! 😀
Haha… mas não! Vou procurar sim exercitar o meu poder de síntese, e colocá-lo na mesma equipe que a intuição.
Pra falar com todos os meus arrudeios quando couber e nos momentos que eu achar necessário, e também ser direta e até rápida como um tweet!
Quando eu quero ser sabichona as frases ficam looooooongas…
Agora chega! Sem intro 5, eu começo o que eu ia contar nesse post.

Pourquoi autant de mots” significa “Por que tantas palavras”.
Gostei de me ouvir falando isso e quis anotar.
O que faço agora com tantas palavras escritas em minha vida?
Agora eu já sei.
Descobri hoje.
E só por ter lido o texto acima, você é testemunha.

Gratidão!

 

 

Descobrindo Bantu

Quanto mais fico sabendo sobre a filosofia e cultura dos povos bantu, mais encantada fico. Obvio que a filosofia destes povos vai muito além das simples citações que destaquei aqui. E o motivo do destaque é o respeito que se tem às práticas artísticas/artesanais. Li em algum lugar em minhas pesquisas, que para os povos africanos, as pessoas que produzem peças, sejam de qual material forem, são muito respeitadas por todos, por acreditar-se que esta pessoa é detentora de uma conexão direta com os mestres antepassados. Toda arte é feita em nome de algo maior. E há uma simbologia em tudo.

“Segundo a filosofia bantu, o mundo é uma hierarquia de forças: ordem, desordem, caos, energia e os homens são capazes de manipular todas essas forças, necessitando para tal, de certos suportes materiais.”

Do livro: Arte Africana & Arte Afro-Brasileira / Autoras: Dilma de Melo Silva e Maria Cecília Felix Calaça / p. 34

“Todo ser humano constitui um elo vivo na cadeia das forças vitais: um elo ativo e passivo, ligado em cima aos elos de sua linhagem ascendente, e sustentando abaixo de si, a linhagem de sua descendência. Consoante esses princípios, todos os seres vivos e mortos, se inter-relacionam e influenciam. E a influência da ação de forças tendentes a diminuir a energia vital se neutraliza através de práticas que façam interagir harmonicamente todas as forças criadas e postas à disposição do homem pelo Ser Supremo. Na África e na Diáspora: Afirmando a existência entre os povos estudados, de uma filosofia fundamentada numa metafísica dinâmica e numa espécie de vitalismo, o livro do padre Tempels fornece a chave da concepção tradicional concepção de mundo entre boa parte dos povos negro-africanos. Nela, a noção de força toma o lugar da noção de ser e, assim, toda a vida é orientada no sentido do aumento dessa força e da luta contra a sua perda ou diminuição. Integrado no jogo de forças completas, o africano está permanentemente se defendendo contra as forças destrutivas, colocando a seu serviço a energia dos objetos, dos animais, dos vivos e dos mortos, a fim de se preservar e crescer como indivíduo.”

Do livro: Diáspora Africana / Autor: Nei Lopes / p. 529

Entre tantas possibilidades, foi olhando algumas imagens do livro “Africa Adorned” que despertaram ideias para usar o que tinha próximo a mim para criar adornos carregados de força e sensibilidade.

Angela Fisher_Africa Adorned
Do livro: Africa Adorned / Autora: Angela Fisher
Angela Fisher_Africa Adorned
Do livro: Africa Adorned / Autora: Angela Fisher
Angela Fisher_Africa Adorned
Guerreiro da tribo Maasai, no Kenia. Fotografado na década de 1970 por Angela Fisher

No caso, o que estava próximo não eram exatamente materiais extraídos diretamente da natureza, mas alguns como retalho, descartados pelo homem, e prontos a se transformarem em outra coisa.

Comecei com o arame fazendo vários arcos para serem usados como um colar. Desta forma, o colar é composto de quatro arcos de tamanhos variados.

colar woman_sannalber®

colar woman_sannalber®

colar kolokota 1_sannalber®

Com retalho, linha de crochê e arame foi feito este colar. O qual eu imprimi a simbologia de coragem nele para quem usar. Pode ser usado tanto por homens quanto mulheres.

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Estampas #1

As dicas do canal Sea Lemon são sempre ótimas e os vídeos muito bem feitos. Estou aproveitando as férias para começar experimentando as receitas mais simples.

Aprendi a desenhar estampas de girafa, zebra e leopardo, e vi que é muito simples e rápido usando canetinha ou marcadores. Mais rápido ainda deve ser fazer com tinta. Estas são apenas as primeiras. Continuarei praticando! 🙂

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Capa maleta para livros ou tablet

Oláaaa..! Feliz ano novo, todo mundo!!!

Num final de tarde desses de férias, aconteceu um daqueles momentos em que manuseando o material, ideias vêm.

Essa capa maleta surgiu de um retalho de feltro, com detalhes de courino marrom. Sim, ainda aquele dos acessórios.

E já que eu já estava com o courino na mão, foi o momento de retomar umas peças inacabadas, que agora são 2 braceletes e um colar. Mas esses eu não vou mostrar agora. Apenas lembrei, porque foram criados ao mesmo tempo. Assim que fizer umas fotos interessantes deles eu mostro aqui.

 

Vejam como ficou a capa maleta

Tutorial em desenho

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O canto direito da parte da frente está costurado diferente somente porque foi o primeiro, e eu não gostei. Então não é nem defeito nem efeito Apenas experimentação.

bjos!!!!!!!!!!

Musas!!!

Musas, vocês me inspiram!

Montei este painel buscando fotos de mulheres que têm um estilo que eu admiro e que me representam!

Estas são somente algumas delas, que estão chamando mais minha atenção atualmente. Erykah Badu, sempre maravilhosa com seu biotipo esguio, seu olhar sereno e autoconfiante, e com uma atitude de moda que me faz suspirar! Nathy Mc, que particularmente admiro mais sua atitude do que seu estilo em si, mas que mereceu estar aqui por ser construtora de sua beleza que traz o brilho e a ousadia de sua personalidade. Karol Conká, muuuuuito estilo!!!! Além das meninas e mulheres não famosas, mas que chamam a atenção e fazem a diferença por onde passam!

musas-publico

Durante essa busca encontrei o evento que a marca Boutique de Krioula está realizando na Matilha Cultural neste sábado 14/12. Pena que não poderei ir, mas fico no aguardo dos próximos! Precisa fazer a inscrição, é só clicar aqui.

workshop de turbantes

 Beijos!

Oficina de Customização no Encontro da Escola de Arquitetura, Artes, Design e Moda

Quinta-feira, dia 24 de outubro, às 19:30h será a vez da oficina de Customização integrar a programação do Encontro da Escola de Arquitetura, Artes, Design e Moda 2013.

Este evento ocorre anualmente na Universidade Anhembi Morumbi, a fim de promover a integração dos cursos. É preparada uma semana de programação com oficinas e atividades diversas.

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Em 2011 participei da oficina sobre curadoria de arte na Casa da Xiclet, com a própria, foi muuuuuito legal!!!!!

Em 2012 fiz a oficina de tipografia com a Carla Gibin, que deu várias dicas ótimas!

Enfim. É sempre uma oportunidade de conhecer pessoas legais e aprender algo.

Este ano fiz questão de participar ministrando uma oficina de customização, pra poder falar de sevirologia na moda, que é quando você procura por meio dos recursos que tem, ter acesso a algumas peças que são objetos de desejo. Como Evelina Barry ilustra perfeitamente neste vídeo tutorial:

Sou fã do trabalho dela! Pra mim, ela é uma seviróloga porque desenvolve covers das peças que gosta, e passa a técnica para seu público pela internet. Atualmente as pessoas sugerem novos tutoriais pelo twitter. Inspirador!

Essa foi a dica de hoje. Até o dia 24 irei postando outras ideias que poderemos fazer na oficina.

Até lá!!!

🙂