Descobrindo Bantu

Quanto mais fico sabendo sobre a filosofia e cultura dos povos bantu, mais encantada fico. Obvio que a filosofia destes povos vai muito além das simples citações que destaquei aqui. E o motivo do destaque é o respeito que se tem às práticas artísticas/artesanais. Li em algum lugar em minhas pesquisas, que para os povos africanos, as pessoas que produzem peças, sejam de qual material forem, são muito respeitadas por todos, por acreditar-se que esta pessoa é detentora de uma conexão direta com os mestres antepassados. Toda arte é feita em nome de algo maior. E há uma simbologia em tudo.

“Segundo a filosofia bantu, o mundo é uma hierarquia de forças: ordem, desordem, caos, energia e os homens são capazes de manipular todas essas forças, necessitando para tal, de certos suportes materiais.”

Do livro: Arte Africana & Arte Afro-Brasileira / Autoras: Dilma de Melo Silva e Maria Cecília Felix Calaça / p. 34

“Todo ser humano constitui um elo vivo na cadeia das forças vitais: um elo ativo e passivo, ligado em cima aos elos de sua linhagem ascendente, e sustentando abaixo de si, a linhagem de sua descendência. Consoante esses princípios, todos os seres vivos e mortos, se inter-relacionam e influenciam. E a influência da ação de forças tendentes a diminuir a energia vital se neutraliza através de práticas que façam interagir harmonicamente todas as forças criadas e postas à disposição do homem pelo Ser Supremo. Na África e na Diáspora: Afirmando a existência entre os povos estudados, de uma filosofia fundamentada numa metafísica dinâmica e numa espécie de vitalismo, o livro do padre Tempels fornece a chave da concepção tradicional concepção de mundo entre boa parte dos povos negro-africanos. Nela, a noção de força toma o lugar da noção de ser e, assim, toda a vida é orientada no sentido do aumento dessa força e da luta contra a sua perda ou diminuição. Integrado no jogo de forças completas, o africano está permanentemente se defendendo contra as forças destrutivas, colocando a seu serviço a energia dos objetos, dos animais, dos vivos e dos mortos, a fim de se preservar e crescer como indivíduo.”

Do livro: Diáspora Africana / Autor: Nei Lopes / p. 529

Entre tantas possibilidades, foi olhando algumas imagens do livro “Africa Adorned” que despertaram ideias para usar o que tinha próximo a mim para criar adornos carregados de força e sensibilidade.

Angela Fisher_Africa Adorned
Do livro: Africa Adorned / Autora: Angela Fisher
Angela Fisher_Africa Adorned
Do livro: Africa Adorned / Autora: Angela Fisher
Angela Fisher_Africa Adorned
Guerreiro da tribo Maasai, no Kenia. Fotografado na década de 1970 por Angela Fisher

No caso, o que estava próximo não eram exatamente materiais extraídos diretamente da natureza, mas alguns como retalho, descartados pelo homem, e prontos a se transformarem em outra coisa.

Comecei com o arame fazendo vários arcos para serem usados como um colar. Desta forma, o colar é composto de quatro arcos de tamanhos variados.

colar woman_sannalber®

colar woman_sannalber®

colar kolokota 1_sannalber®

Com retalho, linha de crochê e arame foi feito este colar. O qual eu imprimi a simbologia de coragem nele para quem usar. Pode ser usado tanto por homens quanto mulheres.

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Oficina de Customização na Anhembi Morumbi –errata–

No post anterior publiquei que seria na sala 43 do campus Morumbi.

Hoje saiu a divulgação e vi que na verdade é na 53.

A oficina é gratuita e destinada aos alunos da universidade, de todos os campus.

Pessoas de fora, somente com prévia autorização.

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Como a divulgação no pdf enviado aos e-mails do alunos saiu com alguns erros, não escolham por lá.

Indo direto ao link das inscrições, é possível encontrar esta oficina corretamente.

Apenas é importante lembrar que é preciso levar a peça que deseja customizar.

Na dica de hoje, compartilho esta ideia da Anneorshine com sapatos.

Uma maneira muito simples de trazer informações de tendência para uma peça que você já tem há algum tempo.

E em caso de outras dúvidas, entrem em contato comigo via comentários aqui.

Obrigada,

e até lá!

🙂

Oficina de Customização no Encontro da Escola de Arquitetura, Artes, Design e Moda

Quinta-feira, dia 24 de outubro, às 19:30h será a vez da oficina de Customização integrar a programação do Encontro da Escola de Arquitetura, Artes, Design e Moda 2013.

Este evento ocorre anualmente na Universidade Anhembi Morumbi, a fim de promover a integração dos cursos. É preparada uma semana de programação com oficinas e atividades diversas.

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Em 2011 participei da oficina sobre curadoria de arte na Casa da Xiclet, com a própria, foi muuuuuito legal!!!!!

Em 2012 fiz a oficina de tipografia com a Carla Gibin, que deu várias dicas ótimas!

Enfim. É sempre uma oportunidade de conhecer pessoas legais e aprender algo.

Este ano fiz questão de participar ministrando uma oficina de customização, pra poder falar de sevirologia na moda, que é quando você procura por meio dos recursos que tem, ter acesso a algumas peças que são objetos de desejo. Como Evelina Barry ilustra perfeitamente neste vídeo tutorial:

Sou fã do trabalho dela! Pra mim, ela é uma seviróloga porque desenvolve covers das peças que gosta, e passa a técnica para seu público pela internet. Atualmente as pessoas sugerem novos tutoriais pelo twitter. Inspirador!

Essa foi a dica de hoje. Até o dia 24 irei postando outras ideias que poderemos fazer na oficina.

Até lá!!!

🙂

Editorial de Moda

— Projeto do curso de Design de Moda da Universidade Anhembi Morumbi, 7 DEADLY (Daily) SINS, para a revista Dazed & Confused. —

Foi uma grande experiência!

Produção de moda realmente dá tanto trabalho quanto eu pensava! Exige muita atenção, muita concentração, responsabilidade, e entre outras coisas, sobretudo, paixão!

Começo esclarecendo que o nome da revista foi utilizado como estudo para o nosso trabalho, que consistia em estudar o perfil da mídia, no caso, uma revista, criar um briefing, painéis diversos para referência… enfim! Todo o processo e concepção de um editorial de moda incluindo vídeo.

Poderia discorrer aqui sobre toda a reflexão da temática do editorial, mas prefiro poupá-los disso por aqui. Quem tiver curiosidade de saber mais detalhes de como foi feito, pode entrar em contato via comentários ou twitter @sannalber.  😉

O que quero destacar agora é o boneco que eu fiz especialmente para este editorial, para compor a cena que retrata a inveja. Por isso um boneco voodoo. Bem roots, todo costurado à mão.

look

Este foi o resultado:

E o delicioso vídeo:

Capa:

blog Sannalber

Um exemplo de página na revista:

blog Sannalber

Página de créditos:

blog Sannalber

Trabalhos em Arame

A história com os trabalhos em arame galvanizado começaram em 2010 no 1º semestre da faculdade com uma escultura expressionista.

escultura em arame by Sannalber

Quando consegui fazer, acreditei que muitas coisas eram possíveis a partir dali.

Gosto do visual, do efeito desproporcional, do brilho…

Sigo fazendo hoje peças como brincos, anéis e pingentes.

Depois de ter me empolgado fazendo os expositores para brincos e os porta cartões.

Fora as experiências que não deram muito certo, como o tripé para câmera (rs). Normal. Parte do processo sevirológico.

Comprei uma solda que não soldava, mas continuo na busca por uma solda boa pra melhorar os acabamentos.

Na galeria abaixo, imagens do que eu ando aprontando.

((((Clique para ampliar as imagens))))

 

Oficina de Férias – Moda Sustentável

Durante este mês de julho, aconteceu na Acorde a oficina de Moda Sustentável.

Uma atividade que surgiu pela iniciativa de um grupo de alunas de Design de Moda da Universidade Anhembi Morumbi, durante o desenvolvimento do projeto interdisciplinar do quinto semestre.

Nos encontros, foi possível desenvolver de forma livre as ideias que as participantes da oficina traziam de casa, ou viam como referência no material oferecido na oficina; no caso, livros como “99 formas de cortar, costurar, franzir e amarrar sua camiseta, transformando-a em algo especial” “99 formas de cortar, costurar e enfeitar seu jeans” além de “P.S. I Made This”.

Veja algumas produções nesta galeria de fotos!

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