“Pourquoi autant de mots?”

Intro

Insight em tempo real!
Pensando sempre na direção do objetivo, atentando à mala do conhecimento, que trazemos conosco de nossas experiências, é preciso seguir!
Eu sabia que esse desafio ia me provocar coisas grandes.
Tô deixando fluir.
Porque é isso.
O desafio da vida!
Fluir!
Que paradoxo, não?!
Pourquoi autant de mots?” Trouxe esse insight pra mim!
(C** Talita, mas você só fala com esses estrangeirismos aí!!! Qui coisa mitida!)
Dá trabalho falar, né?!
Mas eu gosto de ser assim, sem fronteiras!

Intro 2

Gente, eu passei a vida escrevendo.
Tenho surtos de ficar escrevendo compulsivamente só pra colocar a mente nos trilhos.
Se eu tivesse salvado todos os blocos de notas que eu escrevi nas centrais de call center que eu trabalhei aí na vida, eu certamente já teria um livro bem gordinho.
E antes dos meus dedos bailarem pelos teclados, eu escolhia cuidadosamente papéis, cores de canetas e afins decorativos, para expressar minha angustiada alma de artista que se sentia limitada o tempo todo.
Fazia isso nas páginas dos meus diários. Alguns tenho até hoje.
Ao falarmos de nós mesmos, aprendemos muito!
E como o tempo dá um contorno prismático aos fatos, sempre veremos tudo por uma ótica diferente!
(Quem tem astigmatismo e miopia me entende mais ainda)
Isso dentro de uma mente observadora, mostra mais elementos da situação que possam ter passado despercebidos em outra época. Vai rolando um despertar à medida que você se mantém concentrado/a e avalia.
E hoje eu vejo que avaliar as coisas depois que passa um tempo, nos dá elementos a mais, que contribuem para um julgamento mais amplo de cada situação. Quanto mais tempo passado, mais elementos. O esquecimento vem puxando fios da trama do tecido do acontecimento, e faz com que quando se olhe novamente, o mesmo já contenha uma nova estampa. Assim somos beneficiados pelo esquecimento. É usar uma mesma experiência para aprender mais vezes com ela. É no mínimo muito rico pra ajudar a continuar vivendo no papel de protagonista. Penso que se me distraio, passo tempo sendo coadjuvante, ponta, e até figurante da minha própria vida. Cada um pode optar onde quer estar. Pessoalmente, hoje, prefiro estar ao mesmo tempo no lugar de expectadora assistindo a parte protagonista. Que sou eu também! Tá dando pra entender?

Intro 3

Decidi começar a escrever digitado.
Ainda escrevo bastante em papel.
(Vou confessar que to numa paixãozinha pela minha letra do momento. Ela tá muito gata! Muito charmosa.)
Isso foi depois de tirar a foto da página do livro de sugestões de estripulias, pra fazer o compartilhamento do desafio #30ideiasEm30dias no Instagram.
Digitando a legenda, o comichão do textão foi subindo pelo meu braço e eu parei. Pronto, vou escrever no blog! Já tem tanto tempo! Já tinha dado vontade de escrever durante a semana…
E durante a semana eu me questionei o quanto eu tava conversando só digitado no WhatsApp. São muitas palavras!
Minha voz também quer sair.
Só que é diferente, né!
O raciocício de quando se fala e de quando se escreve acontece diferente.
Numa fala, a gente tem que estruturar o pensamento numa constante em que não se volta atrás pra corrigir. E dentro da cabeça tem outros barulhos pra se passar por cima num ritmo que a comunicação falada pede.
[…pausa para revisão de texto]
(A conclusão da pausa foi: “Foda-se! Vou continuar escrevendo mesmo. Sem censura”)
O legal é fluir! Escrever fluindo também!
E nesse momento se aplica porque escrevo pensando em pessoas amadas!
Por você estar lendo até aqui, COM CERTEZA você é uma! Não importa se eu te conheça ou não. Eu amo quem se interessa por mim. Pela minha história, pelo que eu tenho a compartilhar. Lidando portanto com meus defeitos. Como usar muitas palavras por exemplo.

Intro 4

Só que se você chegou até aqui na leitura de um texto de blog, ufa!
Parabéns guerreiro/a!
Espero que você tenha vindo gingando por entre essas linhas, porque eu quero conversar com você!
Saber dos nossos pontos em comum, e dançando no ritmo de nossas vidas, aprender um com o outro!
E eu vou escrever sem separação de gênero (normalmente escrevendo, na frase acima eu colocaria “o/a” ou “a/o”) porque quando eu falo para um grupo de pessoas eu falo assim. Então só pra fluir, tá?!
E justamente!
Sem me preocupar agora em ser rápida, (preciso explicar isso, ora!)
quero escrever como se eu estivesse falando.
Assim eu me sinto como quando converso no WhatsApp! 😀
Haha… mas não! Vou procurar sim exercitar o meu poder de síntese, e colocá-lo na mesma equipe que a intuição.
Pra falar com todos os meus arrudeios quando couber e nos momentos que eu achar necessário, e também ser direta e até rápida como um tweet!
Quando eu quero ser sabichona as frases ficam looooooongas…
Agora chega! Sem intro 5, eu começo o que eu ia contar nesse post.

Pourquoi autant de mots” significa “Por que tantas palavras”.
Gostei de me ouvir falando isso e quis anotar.
O que faço agora com tantas palavras escritas em minha vida?
Agora eu já sei.
Descobri hoje.
E só por ter lido o texto acima, você é testemunha.

Gratidão!

 

 

Anúncios

A Palavra

Maria, na oficina de customização do Projeto Arte Vivida

a palavra

é uma roupa que a gente veste
uns gostam de palavras curtas
outros usam roupa em excesso
existem os que jogam palavra fora
pior são os que usam em desalinho
cores brigando, substantivos em luta
alguns usam palavras raras
poucos ostentam palavras caras
tem quem nunca troca
tem quem usa a dos outros
a maioria não sabe o que veste
alguns sabem e fingem que não
uns nunca usam a roupa certa pra ocasião
tem os que se ajeitam bem com poucas peças
outros se enrolam num vocabulário de muitas
eu adoro usar palavra limpa
tem gente que estraga tudo que usa
com quais palavras você se despe?

********************************************************
Autora: Viviane Mosé

www.vivianemose.com.br

www.usinapensamento.com.br

http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/blogdavivianemose/

********************************************************
Vamos brincar com as palavras!
Nos vestir
Nos despir
E observar as sensações.

Rebeldia e Evolução

Quantas vezes indo pra mais um dia de trampo
com o coração apertado,
sentia a repressão daquelas pessoas
que concordavam em ter suas mentes lavadas
pelas exigências por vezes desumanas do capitalismo,
e eu com tantos sonhos distantes daquela realidade
quase me desesperava querendo saber
como…….de que forma eu iria conseguir……….ter tempo pra sonhar………
me libertar………mas me sustentar……….     ????
Mas eu sabia que conseguiria.
Então eu procurava a paz escrevendo,
e O Rappa, fazendo a trilha sonora, me salvava
com a música que me vinha à mente:

Ô lala, ô lala.. ee
Ô lala, ô lala.. ee

Podem avisar, pode avisar
Invente uma doença que me
Deixe em casa pra sonhar
Com o novo enredo outro dia de folia
Com o novo enredo outro dia de folia

Eu ia explodir, eu ia explodir
Mas eles não vão ver os meus pedaços por aí

Me deixa que hoje eu to de
Bobeira, bobeira

Ô lala, ô lala.. ee
Ô lala, ô lala.. ee

Hoje eu desafio o mundo
Sem sair da minha casa
Hoje eu sou um homem mais sincero
E mais justo comigo

Podem os homens vir que
Não vão me abalar
Os cães farejam o medo,
Logo não vão me encontrar
Não se trata de coragem
Mas meus olhos estão distantes
Me camuflam na paisagem
Dando um tempo,tempo, tempo
Pra cantar

Me deixa, que hoje eu tô de
Bobeira, bobeira
Me deixa, deixa, deixa
Que hoje eu to de
Bobeira, bobeira

Me deixa, deixa, deixa
Que hoje eu tô de
Bobeira, bobeira
Me deixa, ve se me deixa,
Que hoje eu to de bobeira,
Bobeira, bobeira…

Algumas vezes tirei o dia pra ficar “de bobeira”,
inventei doenças,
algumas vezes me dei bem,
algumas me dei mal.
(muito mal)
Mas tomei banho de chuva em tardes de verão,
Tive idéias,
Fiz planos,
Cantei canções,
e tomei decisões!

Não foi rápido. Levou alguns anos.
Ainda não inventaram coragem em cápsulas.
De tanto inventar doenças
adoeci de verdade.
E culminaram em minha vida
problemas, poemas, músicas, sonhos, atestados médicos, meditações e revolta.
O resultado………pedido de demissão!!!
Foi aí que eu comecei na Customização.